Oswaldo Loureiro - O Navalhada de Roque Santeiro - Oswaldo Loureiro Filho foi um ator e diretor de teatro,
televisão e cinema. Foi também presidente do Sindicato dos Artistas do Rio de
Janeiro.
Oswaldo Loureiro nasceu no Rio de Janeiro no dia 23 de julho
de 1932. Estudou no Teatro Duse, de Paschoal Carlos Magno, e
seu primeiro trabalho profissional foi em 1955, na peça Vestido de Noiva,
de Nelson Rodrigues, pela companhia de Henriette Morineau.
Em
1956, fez Otelo, de Shakespeare, dirigido por Adolfo Celi, pela Companhia
Tônia-Celi-Autran.
Em 1958, veio A Fábula do Brooklin, de
Irwin Shaw, que lhe rendeu o prêmio de "ator revelação" pela ABCT
(Associação Brasileira de Críticos Teatrais).
Veio a década de 1960 e, com ela, no Teatro dos
Sete, encenou Com a Pulga Atrás da Orelha, de Georges Feydeau (dirigido
por Gianni Ratto) e a rodriguiana Beijo no Asfalto, sob direção de
Fernando Torres.
Foi para São Paulo (1964) após o fechamento da
CTCA, e lá atuou em A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht, no
Teatro Ruth Escobar.
Depois,
integrou o grupo Opinião e, de volta ao Rio (1966), fez, de novo com
Gianni Ratto, Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, de
Oduvaldo Vianna (Vianinha) e Ferreira Gullar.
Em 1967, seria
dirigido por Flávio Rangel na montagem de Édipo Rei, de Sófocles,
contracenando com Paulo Autran.
Na década de 1970 faria: Gota d’Água, de
Chico Buarque e Paulo Pontes; A Longa Noite de Cristal, de Oduvaldo
Vianna Filho; Dois Pedidos numa Noite Suja, de Plínio Marcos; e Papa
Higuirte, também de Vianinha.
Como dirigente sindical, lutou pela subvenção do
Estado ao teatro e pelo reconhecimento da profissão de ator. Chegou à
presidência do Sindicato dos Artistas.
Em 1982, recebeu o prêmio Mambembe por seu
trabalho em Motel Paradiso, de Juca de Oliveira. Em 1983,
novamente sob direção de Flávio Rangel, atua em Vargas, de Dias
Gomes e Ferreira Gullar.
Em 1990, dirigiu Baixa Sociedade, de Juca
de Oliveira. Em 1993, tornou-se diretor do Teatro Guaíra (Curitiba), e levou
mais de 700 pessoas ao teatro por meio do seu projeto "Teatro para o
Povo".
De volta ao Rio, trabalhou sob direção de Moacyr Góis na
montagem de O Doente Imaginário, de Molière.
Em seguida,
contracenou com Jacqueline Laurence e Othon Bastos em A
Profissão da Senhora Warren, de Bernardo Shaw. Em 2000, novo trabalho com
Moacyr Góes: Bonitinha, mas Ordinária, de Nelson Rodrigues.
Seu último
trabalho foi na novela A Lua Me Disse, em 2005, interpretando o
personagem Boaventura.
Morreu em 3 de fevereiro de 2018, aos 85 anos.
Loureiro sofria de Alzheimer. O velório aconteceu no Cemitério Jardim da
Colina, em São Paulo, e o corpo do ator foi cremado no mesmo local.


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